sexta-feira, 25 de maio de 2012

Fique de olho em sua conexão à internet com o NetSpeedMonitor - Dicas - PC WORLD

Hoje em dia, mesmo o PC mais poderoso não é muito útil sem uma boa conexão à internet. E mesmo que a sua seja excelente, você sabe quanto de dados está consumindo, e com que velocidade? E consegue dizer quais aplicativos estão se conectando à internet, e a quem estão se conectando? O NetSpeedMonitor é um utilitário discreto e gratuito que pode ajudá-lo a responder todas estas questões.
Ao contrário de programas similares, o NetSpeedMonitor não mostra as informações em uma janela, nem fica “quieto” escondido atrás de um ícone na barra de tarefas. Para mostrar a velocidade de sua conexão ele cria um painel extra dentro dela, perto da bandeja de sistema, onde mostra as velocidades de download e upload.
netspeedmonitor_popup-350px.jpg
Balão mostra informações detalhadas sobre sua conexão
Quando você para o cursor do mouse sobre este painel o NetSpeedMonitor mostra um balão customizado com as taxas atuais de download e upload, além de totais de transferência para o dia, o mês e a sessão atuais, o que é útil para quem tem uma conexão com limite de tráfego, como muitas conexões via 3G ou a cabo oferecidas por operadoras de TV e telefonia no Brasil. Infelizmente os totais não são acompanhados por nenhuma unidade, então a princípio é difícil saber se o “32” são 32 KB, 32 MB ou 32 GB. Para isso é necessário clicar com o botão direito do mouse sobre o painel e selecionar a opção Data Traffic, que mostra novamente os totais e permite que você altere a unidade de medida usada (o padrão é MB).
Além de janelas de configuração e de tráfego, o NetSpeedMonitor tem mais uma, chamada Connections. Ela é a mais técnica das três, e mostra uma lista de processos ativos que estabeleceram, fecharam ou estão “ouvindo” conexões TCP e UDP. Ou seja, uma lista de aplicativos que estão tentando se conectar à internet, e com quem eles estão tentando se conectar. A lista é um pouco complexa, porque às vezes o NetSpeedMonitor não consegue encontrar o nome de alguns processos, que são indicados como Unknown (desconhecido). Mas ele mostra o identificador (PID) de cada processo no sistema, e com esta informação você pode abrir o Process Explorer ou o Gerenciador de Tarefas e descobrir a quem ele pertence.
netspeedmonitor_connections-350px.jpg
Lista de conexões mostra quais aplicativos estão acessando a internet
Embora a janela Connections seja útil apenas a desenvolvedores ou usuários extremamente técnicos, no geral o NetSpeedMonitor é fácil de usar, rápido e amigável. O utilitário é gratuito, mas o desenvolvedor aceita doações por seu trabalho.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Artigo - Acreditem: o desktop continuará vivo (embora poucos o reconheçam)!


À partir do momento em que os smartphones, tablets e netbooks começaram a ganhar popularidade, muitos especialistas em Tecnologia aproveitaram a oportunidade para declarar o fim dos PCs desktops e todo o seu legado, baseado no clássico sistema operacional Windows. Embora esteja de acordo com muitos aspectos destas previsões, ainda considero que o conceito tradicional de ambiente desktop - popularizado pelo Windows - continuará vivo, embora poucos o reconheçam...

O Motorola atrix, conectado à um dock-station e periféricos de entrada e saída.

O Motorola atrix, conectado à um dock-station e periféricos de entrada e saída.

A história do ambiente desktop clássico, todos já devem conhecer. Lá pelos idos dos anos 70, Steve Jobs admirou as novas ideias sobre a construção e usabilidade das interfaces gráficas, quando visitou o centro de desenvolvimento da Xerox. Introduziu estes conceitos no seu sistema operacional MAC OS e, embora tenha ganhado bastante a admiração dos designers gráficos da época, foi com a Microsoft através do Windows, que a interface gráfica baseada no conceito de ambiente desktop finalmente vingou. E desde o lançamento da primeira versão do Windows (1985), foi sendo desenvolvida e aprimorada, onde muita coisa mudou até chegar no estágio atual.

O Windows 3.11.

O Windows 3.11.

Desde então, aqueles gabinetes branco-acizentados, esquisitos e desengonçados, conviveram conosco por mais de vinte anos: ora deitado, ora em pé. Atualmente, a grande maioria utiliza o formato torre (em pé), em virtude das suas vantagens (como acumular menos poeira e detritos sobre a placa-mãe, minimizando as ocorrências de defeitos). Porém, alguns anos para cá, a modernidade os obrigou a adotar formas e atributos diferenciados. Começou então, a revolução dos PCs desktops!

O IBM Aptiva, uma popular linha de PCs desktops no início dos anos 90.

O IBM Aptiva, uma popular linha de PCs desktops no início dos anos 90.

A partir dos anos 90, a computação pessoal começou a ganhar os contornos que definiriam o estágio atual do computador moderno. Os novos processadores da 4a. geração (486) alcançavam novos patamares de desempenho, as placas de vídeo já dispunham de aceleração 2D (e em poucos anos, seria a vez do 3D), o poderoso barramento PCI já mostrava serviço, os discos rígidos alcançavam a (até então) inimaginável capacidade de 1 GB e as unidades ópticas aos poucos substituíam os disquetes como mídia de armazenamento, além do surgimento de uma série de novas placas de expansão e periféricos externos: os fax-modens, os scanners, as placas de áudio e as impressoras eram os mais comuns. Junto com a alta capacidade de desempenho, vieram os jogos de computadores, os quais inauguraram mais um grande mercado a ser explorado.

Wolfenstein 3D, o percursor dos FPS modernos.

Wolfenstein 3D, o percursor dos FPS modernos.

E pouco mais de 15 anos se passaram...

Em 2007, um novo marco na história da computação pessoal seria escrito, através do lançamento e da popularização dos netbooks criados pela Asus: os Eee PCs. Dispondo de uma tela LCD de 7" (800x480), os netbooks foram as primeiras investidas de lançamentos de computadores portáteis de baixo custo e alta portabilidade, que tiveram grande sucesso e aceitação. Antes disso, os demais dispositivos ultra-portáteis lançados - classificados como MIDs - não tiveram grande êxito, geralmente por não oferecerem uma boa experiência em usabilidade, um nível de desempenho e/ou autonomia decente ou uma boa relação de custo-benefício. Mais à frente, vieram os smartphones e os tablets.

O “mísero” Eee PC 701 e o defasado sistema operacional Windows XP.

O "mísero" Eee PC 701 e o defasado sistema operacional Windows XP.

Até então, os PCs desktops mantinham o completo domínio da computação pessoal, seguidos de uma pequena porcentagem dos notebooks. Mas, com o lançamento dos dispositivos ultra-portáteis - os netbooks, os tablets e os smartphones - o conceito clássico de sistema operacional para desktops começou a ser reformulado. Mesmo com o barateamento dos notebooks e a sua consequente popularização, o sistema operacional até então não sofrera profunda alterações. Entretanto, com as telas LCDs de pequenas dimensões e baixa resolução dos netbooks, além de outras limitações como a baixa capacidade de processamento e a necessidade de prover boa autonomia, os desenvolvedores de sistemas e softwares foram obrigados a fazerem concessões em seus novos projetos, com o objetivo de aproveitar ao máximo os poucos recursos disponíveis.

Aos poucos, começaram a surgir os sistemas operacionais alternativos...

JoliCloud: um dos pioneiros em sua categoria.

JoliCloud: um dos pioneiros em sua categoria.

Dada a inflexibilidade do Windows XP em prover uma interface customizada, os fabricante e desenvolvedores começaram a se concentrar em desenvolver novas interfaces, reformulando assim antigos conceitos: o ambiente de trabalho tradicional e todos os seus elementos visuais saem de cena, dando o lugar a uma nova interface totalmente remodelada, a qual aproveita de forma mais eficiente as pequenas telas LCDs e as suas baixas resoluções. E não apenas isso: prevendo a substituição do mouse em prol do impreciso touchpad (nos netbooks), a crescente adoção das telas touchscreen (nos tablets e smartphones) e a ausência do teclado físico, os ícones passaram a ser os principais elementos interativos destas novas interfaces, dotados de maiores proporções e carregados de novas informações visuais.

Interface do iOS.

Interface do iOS.

Outro aspecto importante a ser considerado é o uso do computador, por parte dos usuários: no PC desktop clássico, considerávamos a importância das ferramentas de produtividade como um todo; mas agora, em uma nova era onde o consumismo passa a dar as cartas, a oferta de confortos e facilidades para o consumo de conteúdos digitais - e não tanto a produção - se tornaram fundamentais. Por isto, todo o ambiente precisou ser reformulado, chegando a tendência de interfaces limpas, minimalistas e iconizadas, as quais conhecemos através do iOS, Android, Symbian OS e outros sistemas voltados para os dispositivos móveis.

O tablet Motorola Xoom e a interface do Android 3.0.

O tablet Motorola Xoom e a interface do Android 3.0.

Pois bem: até os dias atuais, vivemos por quase 30 anos usando computadores com interfaces gráficas baseadas no conceito antigo de ambiente de trabalho. Mas agora, estamos diante de uma era de profunda reformulação, dada a existência de variados tipos de computadores. Até mesmo a futura versão do Windows promete vir com a sua interface remodelada para atender os anseios desta nova era, onde os dispositivos com interfaces baseadas em touchscreen e CPUs baseados na arquitetura ARM aparecem vigorosamente! Ainda assim, mesmo com todas estas transformações, acredito que o conceito tradicional de desktop (ambiente de trabalho) ainda existirá, ainda que seja radicalmente diferenciado daquilo o que um dia foi.

Cena do filme “Minory Report”.

Cena do filme "Minory Report".

Ou será que estou enganado? &;-D

Por Ednei Pacheco <ednei [at] hardware.com.br>

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Novo browser Opera cortam em até 90% o consumo de pacotes de dados

Um megabyte economizado é um megabyte extra conquistado. Com os novos navegadores Opera Mini e Opera Mobile para Android é mais fácil do que nunca controlar os gastos de navegação móvel e ficar online por muito mais tempo.

Estreando nos celulares Android, o Opera Mini 6.5 e Opera Mobile 11.5, que são, respectivamente, preparados para acessar a internet em celulares e aparelhos de entrada e para smartphones, agora poderão exibir para você exatamente quantos dados já foram utilizados — e quanto tempo e reais economizados. Uma página especial foi criada para que o usuário acompanhe com facilidade quantos megabytes são utilizados e economizados no total ou por um período de tempo predeterminado, como uma viagem que você necessite do roaming da sua operadora.

O número de megabytes economizado enquanto se utiliza o Opera Mini e o Opera Mobile pode ser automaticamente traduzido para dinheiro economizado ao navegar em roaming ou em planos que cobram por dado transferido. Para pessoas com planos de internet que oferecem um limite de navegação, essa é uma funcionalidade que pode garantir ao internauta não extrapolar a sua cota mensal ou para aqueles que possuem um plano que após certa quantidade de dados utilizada a velocidade é reduzida, manterem-se mais tempo conectados em melhor velocidade.

Um navegador que funciona nas nuvens.

Utilizar um navegador que funcione diretamente nas nuvens pode reduzir o tamanho das páginas da web em até 90%, fazendo com que os usuários acessem rapidamente páginas web. Sem necessitar de nenhum recurso especial no seu aparelho, o Opera Mini funciona em mais de 3.000 dispositivos e está disponível para download gratuito em m.opera.com ou na loja de aplicativos Android Market.

“Muitas pessoas não se deram conta de quantos reais podem economizar em transferência de dados. Os consumidores normalmente querem um jeito fácil de medir o quanto já utilizaram de sua cota mensal,” afirma Lars Boilesen, CEO, Opera Software. “O novo Opera Mini e Opera Mobile exibem exatamente quantos dados foram economizados utilizando a nossa tecnologia de navegação nas nuvens. Nunca foi tão fácil e prático reduzir a sua conta de celular”.

Marcadores integrados

Os novos navegadores Opera Mini e Opera Mobile estão se integrando melhor no sistema operacional do Android. Com um prático recurso de importação de marcadores e um ícone dedicado introduzido na página inicial do seu aparelho, fazer a migração para os nossos navegadores se tornou ainda mais fácil.

A importação de marcadores irá transferir todos os links salvos no seu aparelho para os navegadores da Opera Software, enquanto o atalho na página inicial do seu Android deixará mais fácil a tarefa de acessar os seus sites mais visitados.

Outras otimizações, algumas mais visíveis do que outras, incluem:

  • Opera Turbo atualizado no Opera Mobile, permitindo que você também se beneficie do recurso de navegação nas nuvens no seu smartphone, abrindo mais rapidamente páginas web e minimizando a transferência de dados;
  • No Android Honeycomb, sistema operacional do Google produzido especialmente para Tablets, agora é possível assistir a vídeos carregados diretamente na página;
  • Diversas atualizações, incluindo uma melhoria para o sistema de renderização Opera Presto, melhorias no desempenho de rede, HTML5 micro data e uma diminuição no consumo da memória por JavaScript.

Opera Mini e Opera Mobile para Android podem ser baixados gratuitamente pelo Android Market ou em m.opera.com.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Brasil ganha rede social integrada ao Facebook e ao Orkut

Myfuncity convida internautas a avaliarem cidades, a fim de elaborar mapa detalhado sobre seus problemas; brasileiros são os primeiros.


O Brasil é primeiro país a receber uma rede social voltada à cidadania. Trata-se doa Myfuncity, lançada na última quarta-feira (5/10) em São Paulo. A ideia é que os moradores de cada cidade a avaliem a partir de 12 indicadores - relacionados a trânsito, segurança, meio ambiente, bem-estar, saúde e educação - ajudando na elaboração de um mapa detalhado que ilustrará a satisfação com o lugar onde vivem.
O Myfuncity funcionará dentro do Facebook e do Orkut, como um aplicativo, e também poderá ser baixado via App Store – versões para Android e BlackBerry chegarão em breve. Se utilizado a partir das populares redes sociais, ele poderá tirar proveito de suas funcionalidades, como o envio de mensagens e fotos, criação de eventos e anúncios de chek-ins.
“A Internet tem um poder transformacional para as grandes e pequenas causas, pois conecta milhares de cidadãos que compartilham opiniões e sugestões e que querem contribuir eficazmente para mudar a cidade onde moram”, afirma Mauro Motoryn, idealizador do projeto.
Leia mais: Redes sociais ajudam espanhóis a protestar contra crise
A expectativa é que até o meio de 2012, a plataforma reúna 60 milhões de usuários, 50 milhões nos Estados Unidos e Europa – onde será lançada em um segundo momento – e 10 milhões no Brasil. O objetivo é fazer com que os cidadãos se tornem mais engajados, contribuindo para uma melhora da condição de vida na cidade.
Aqui no País, o Myfuncity será parceiro de mais de 700 entidades, vinculadas à Rede Nossa São Paulo, Rede Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis, Cidade Escola Aprendiz, Catraca Livre e Museu da Pessoa. Isso permitirá, por exemplo, que os dados obtidos sejam processados e enviados a gestores públicos e veículos de comunicação.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Em busca de emprego? Saiba como usar as redes sociais a seu favor

Em um recente artigo no Mashable com o CEO e co-fundador da empresa de investimentos Venturocket, Marc Hoag, compartilhou algumas informações que segundo ele vai vir a se tornar algo bastante comum, que é a busca de um emprego através das redes sociais. Hoag menciona que muitas companhias já utilizam alguma rede social para coletar dados sobre os futuros candidatos a um cargo.
Hoje os profissionais também estão sendo vigiados na internet, e isso vem crescendo cada dia mais. Hoag dá quatro dicas para poder ajudar a ter sucesso no momento da procura por um emprego – ou mesmo até na hora de ser procurado por uma possível empresa, pelas redes sociais.

1.Sempre seja verdadeiro sobre você em seu perfil nas redes sociais
Hoag comenta, os usuários tendem a se esquecer que em seus perfis pessoais como no Twitter, Linkdin ou mesmo em qualquer outra rede social, o que está descrito sobre eles pode significar um possível cartão de visitas para um empregador. E que ninguém se engane que não pode ser desclassificado devido a um comentário preconceituoso ou até mesmo ofensivo para aquela empresa.

2.Também mostre alguma personalidade
Como tudo na vida real, nas redes sociais também não é diferente, tem que se ter uma medida certa, principalmente em relação a ser cauteloso demais com o que se coloca no seu perfil, onde isso pode vir a se tornar algo negativo. Hoje as pessoas aos poucos estão se conscientizando e deixando de se expor tanto em relação a aquelas fotos constrangedoras ou comentários impróprios, mas nem por isso se pode ficar completamente inibido.
Recrutadores não procuram pessoas caladas e sim pessoas extrovertidas que possam mostrar capacidade de se relacionar com pessoas não só na vida virtual como também pessoal, com boa comunicação e espirito de liderança e mostrem um bom caráter.

3. Aumente a possibilidade de ser visto nas redes sociais
Apenas ter um bom perfil dentro de uma rede social não é o suficiente. Na procura do emprego os candidatos tem que participar das diversas redes sociais existentes, mas também não podem se esquecer que é fundamental a presença nas discussões sempre mostrando suas opiniões construtivas, para que possam ser vistos por uma empresa.

4. Siga as empresas que você tem interesse em trabalhar
Não se intimide na hora de se comunicar com a empresa que você tem interesses futuros, siga as no twitter ou Google +, seja fã dela no Facebook, entre outros. Segundo Hoag, tem que se ter cuidado com o LinkedIn, pois algumas pessoas não gostam de ser contactadas por profissionais que não conhecem por meio deste tipo de rede social.
“Mas ninguém disse que você não pode participar de comunidades e grupos no LinkedIn no qual terá a chance de se conectar com essas pessoas [que o interessam profissionalmente]“, complementa.

Da Redação, com informações do Olhar Digital

Estudo descreve evolução humana em cidade canadense

Em registros paroquiais de uma ilha franco-canadense, pesquisadores encontraram o que pode ser a instância mais recente de evolução humana em resposta à seleção natural.

A ilha, chamada Ile aux Coudres, fica no rio St. Lawrence, a cerca de 80 km a nordeste de Quebec. Os registros de sua igreja mantêm arquivos excepcionalmente completos de nascimentos, casamentos e mortes. A partir desses dados, uma equipe de pesquisadores conduzida por Emmanuel Milot e Denis Reale, da Universidade de Quebec, em Montreal, extraíram as histórias de vida de mulheres nascidas na ilha entre 1799 e 1940.

Ao longo desse período de 140 anos, a idade em que as mulheres tiveram seu primeiro filho – um traço altamente hereditário – caiu de 26 para 22 anos.

Graças a essa mudança, as mulheres tinham, em média, quatro filhos a mais em sua vida reprodutiva.

A descoberta ''sustenta a ideia de que os humanos ainda estão evoluindo’', escrevem os pesquisadores no periódico científico The Proceedings of the National Academy of Sciences.

Segundo Milot, testes estatísticos permitiram que os pesquisadores distinguissem entre os efeitos da seleção natural e aqueles das práticas culturais afetando a idade do casamento.

''A visão comum é que a evolução é um processo lento’', disse ele. ''Mas biólogos evolucionários já sabem, há muitas décadas, que a evolução pode ser bastante rápida’'.

Há tempos supôs-se que as pessoas, ao colocarem telhados sobre suas cabeças e plantarem sua própria comida, estariam se protegendo das forças da seleção natural. Dados coletados do genoma humano na última década mostraram que essa suposição não é verdadeira: as marcas da seleção natural são visíveis em no mínimo 10 por cento do genoma.

E essa é uma seleção que ocorreu somente nos últimos 5 mil a 25 mil anos, pois sinais de episódios mais antigos de seleção são abafados pela constante mutação na sequência de DNA.

Geneticistas examinando essa sequência não conseguem identificar episódios de seleção natural mais recentes do que 5 mil anos, a menos que o sinal seja particularmente forte, pois são necessárias muitas gerações para que uma versão nova e aprimorada de um gene apareça em toda numa população. Porém, biólogos evolucionários acreditam que podem detectar a seleção natural em funcionamento no passado recente, examinando os dados fenotípicos, ou naturais.

Esses dados são encontrados em grandes estudos médicos, como o estudo cardíaco Framingham, no qual muitas características de uma população são monitoradas ao longo de vários anos. Usando sofisticadas técnicas estatísticas, biólogos dizem poder distinguir traços que estejam mudando sob pressão da seleção natural, seja por efeitos ambientais ou pela deriva genética – a mudança genética aleatória que ocorre entre gerações.

Sintetizando os resultados de 14 estudos num artigo, publicado no ano passado em Nature Reviews Genetics, um grupo liderado por Stephen C. Stearns, de Yale, escreveu que ''o quadro emergente é que a seleção está agindo em sociedades pós-industriais para reduzir a idade da primeira reprodução em ambos os sexos, elevar a idade da menopausa nas mulheres e melhorar traços como colesterol total no sangue – características associadas ao risco de doenças e mortalidade’'.

O estudo de biólogos da Universidade de Quebec é uma boa análise de ''um conjunto extraordinário de dados’', afirmou Stearns, além de ser ''o exemplo mais recente de uma resposta genética à seleção numa população humana’'.

''Nossa cultura está mudando e a biologia está tentando acompanhá-la’', explicou. ''Mas a cultura muda com maior rapidez – os genes não conseguem acompanhar os iPads’'.

Segundo Milot, as alterações genéticas se mostraram tão claramente em seu estudo porque outros fatores, que as poderiam ocultar, foram minimizados pelas condições sociais específicas em Ile aux Coudres. A ilha foi concedida por decreto real aos padres que administravam o seminário de Quebec e colonizada por 30 famílias que chegaram entre 1720 e 1773. As famílias assumiram a agricultura e em seguida, outras atividades, como a pesca. Ao longo do período foi mantida uma igualdade considerável e a população foi poupada das gradações de riqueza que podem influenciar aqueles que têm muitos filhos.

Além disso, como a maioria das pessoas se casava localmente, a população da ilha se tornou consideravelmente pura, apesar da proibição de casamentos entre primos de primeiro ou segundo grau.

Esses dois fatores, e a homogeneidade da população, deixaram um campo aberto para a proeminência de efeitos genéticos, afirmou Milot.

Estudos como o de Ile aux Coudres podem identificar a mão da seleção natural apenas nos dados mantidos pelos registros da igreja. Porém, muitos outros traços além daqueles da história de vida estão provavelmente sendo moldados pela seleção natural. Muitos aspectos da personalidade são hereditários, disse Milot, e ''seria extremamente interessante examinar se nossas sociedades mutáveis causam modificações nas pressões da seleção em tais traços’'.

Jonathan Pritchard, geneticista populacional da Universidade de Chicago, disse que ''rápidas adaptações desse tipo são plausíveis, em princípio’'.

Em características que são influenciadas por muitos genes, a seleção natural pode agir rapidamente – pois não precisa esperar pela chegada de uma nova mutação favorável. Tudo o que ela precisa fazer é aumentar a abundância de alguns dos genes afetando o traço em questão, um processo conhecido como ''varredura suave’'. Se a idade da primeira reprodução é influenciada por muitos genes distintos, ''é concebível que a seleção possa ser extremamente forte’', concluiu.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Windows XP completa 10 anos: Hora de abandoná-lo

De acordo com pesquisadores, arquitetura de segurança do sistema da Microsoft ficou ultrapassada após tanto tempo; analistas pedem que usuários desinstalem software.

Há exatos 10 anos a Microsoft começou a vender o Windows XP, e hoje o sistema ainda pode ser encontrado em quase metade dos computadores do mundo, de acordo com a empresa StatCounter.
Esse fato está mais um testamento da estratégia de parceria da Microsoft com as fabricantes de PCs do que algo particularmente atraente sobre a tecnologia do software, obviamente, mas não deixa de ser um feito e tanto.

Neste 10º aniversário do XP, no entanto, o chefe de pesquisas da empresa de segurança F-Secure, Mikko Hypponen, tem um pedido a fazer: “Faça uma boa ação hoje. Desinstale o XP.”
“O mais inseguro, de longe”
Levando em conta todos os sistemas operacionais atuais para computadores – incluindo o Windows XP,Vista, 7, Linux e Mac OS X – “o Windows XP tem a segurança mais fraca, de longe”, escreveu Hypponen em um post no blog da F-Secure.

“Dez anos é uma eternidade nesse negócio”, completa o pesquisador. “Por isso não é nenhuma surpresa que a arquitetura de segurança do XP esteja ultrapassada.”

No entanto, dado a persistente alta participação do sistema no mercado, “os invasores seriam estúpidos de gastar tempo e dinheiro direcionando ataques a qualquer outro sistema operacional”, sugere Hypponen. “Os invasores nunca tiveram uma vida tão boa. O alvo mais fácil também é o mais comum.”
Não demorará muito até que o Windows 7 ultrapasse o XP no mercado, diz Hypponen, e quando isso acontecer, os criadores de malware com certeza vão “começar a olhar ao redor” buscando diferentes plataformas para atacar.

Mas, enquanto isso, a situação atual “não pode ser mudada de forma rápida o bastante”, conclui.